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Dr. Ricardo QuadrosNeurocirurgião · BH
Médico mostrando a um paciente os exames de tomografia do cérebro.
Aneurisma3 min de leitura

Descobri um aneurisma por acaso: e agora?

Achar um aneurisma cerebral em um exame de rotina assusta, mas a maioria nunca rompe. Entenda o que avaliar, quais exames podem ser pedidos e as opções.

Dr. Ricardo Quadros
Publicado em · Atualizado em

Você fez uma tomografia ou uma ressonância por causa de uma dor de cabeça, de uma tontura ou de uma batida na cabeça. O laudo trouxe uma frase que ninguém espera: “aneurisma cerebral”. É normal sentir medo. Mas há informações que ajudam a colocar isso em perspectiva.

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O que é, e como é comum

O aneurisma cerebral é uma dilatação, parecida com uma pequena bolha, que se forma em um ponto mais fraco da parede de uma artéria do cérebro. Cerca de 3 em cada 100 adultos têm um aneurisma e não sabem.

A maioria nunca vai romper. O que a avaliação procura responder é se aquele aneurisma, em particular, tem risco que justifique tratar.

Por que ele costuma ser achado por acaso

Na maior parte das vezes, o aneurisma não dá sintoma. Ele aparece em exames pedidos por outros motivos. Alguns aneurismas maiores podem apertar um nervo ou uma área do cérebro e causar:

  • pálpebra caída de um lado;
  • pupila de um olho maior que a do outro;
  • visão dupla;
  • dor atrás de um olho.

Esses sinais não são uma emergência como uma ruptura, mas pedem avaliação rápida, no mesmo dia ou nos dias seguintes.

O que define o risco

Não existe um número único. O que se leva em conta:

  • O tamanho do aneurisma.
  • O formato. Aneurismas irregulares ou com “bolhas” na parede preocupam mais.
  • O lugar em que ele está.
  • Se ele cresceu entre um exame e outro.
  • Os fatores da pessoa: fumo, pressão alta, casos na família, doença renal policística, algumas doenças do tecido conjuntivo.

Entre esses fatores, o fumo é o que mais pesa e o que pode ser mudado. Controlar a pressão e parar de fumar fazem parte do cuidado em qualquer cenário.

Que exames podem ser pedidos

  • Angiotomografia e angiorressonância: mostram as artérias do cérebro e são os mais usados para achar e acompanhar aneurismas.
  • Arteriografia cerebral: um cateter leva contraste direto às artérias. Mostra o aneurisma em detalhe e ajuda a escolher o tratamento. Se houver dúvida, pode ser necessária antes de decidir.

Quais são as opções

Nem todo aneurisma precisa de tratamento. Há três caminhos:

  1. Acompanhar. Muitos aneurismas pequenos, sem crescimento e sem formato preocupante, são acompanhados com exames de imagem de tempos em tempos.
  2. Embolização. Feita por dentro da artéria, por cateter, sem abrir o crânio.
  3. Cirurgia com clipe. Feita por uma abertura no crânio.

Como a escolha é feita entre os dois tratamentos está em Aneurisma: embolização ou cirurgia?.

O que levar para a consulta

  • As imagens do exame, em CD, pen drive ou link, além do laudo.
  • A lista de remédios.
  • Informações sobre parentes com aneurisma. Se houver mais de um na família, isso muda a conversa: veja Caso de aneurisma na família.

Para o roteiro completo, leia Primeira consulta com neurocirurgião: o que levar.

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Escrito por
Dr. Ricardo Quadros

Neurocirurgião em Belo Horizonte. CRM-MG 33.699 · RQE 10.580.

Atendimento em Belo Horizonte

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