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Aneurisma cerebral: sintomas, causas e tratamento
O que é aneurisma cerebral, sintomas, fatores de risco, casos na família, exames e opções de tratamento. Saiba quando procurar um neurocirurgião.

Dr. Ricardo Quadros · Neurocirurgião
As doenças dos vasos do cérebro podem ser tratadas de dois jeitos: pela cirurgia aberta ou por dentro dos vasos, com cateteres. Muitas vezes, nenhum dos dois: a conduta é acompanhar com exames e controlar a pressão, o colesterol e o fumo.
Sintomas súbitos? Não espere uma consulta: ligue 192 (SAMU). Veja o que fazer.
O neurocirurgião faz uma abertura no crânio, chamada craniotomia, e chega até a lesão com o auxílio de um microscópio. No aneurisma, por exemplo, coloca um clipe metálico na base da bolha. Ao final, o osso é recolocado. Exige internação de alguns dias e um período maior de recuperação, mas permite ver e tratar a lesão diretamente.
Um tubo fino, o cateter, entra por uma artéria da virilha ou do punho e é guiado por raio X até o vaso doente. Por dentro dele, o médico leva molas, stents, colas ou outros materiais. Não há corte na cabeça, e a internação costuma ser mais curta. Por outro lado, algumas lesões não são acessíveis por esse caminho, e certos tratamentos pedem exames de controle por mais tempo.
Um método não é superior ao outro em todos os casos. Há lesões que se tratam melhor com cirurgia, outras com cateter, e algumas com a combinação dos dois, ou com radiocirurgia (radiação dirigida, feita por outra equipe). Para entender cada doença, veja as doenças vasculares do cérebro.
O exame que mostra as artérias e veias do cérebro em detalhe. Costuma ser o primeiro passo antes de decidir um tratamento.
Saiba maisFecha o aneurisma por dentro da artéria, com molas de platina, stent ou outros dispositivos, sem abrir o crânio.
Saiba maisFecha o aneurisma com um clipe colocado por cirurgia aberta.
Saiba maisFecha os vasos da malformação arteriovenosa por dentro, com material próprio. Muitas vezes é uma etapa antes da cirurgia ou da radiocirurgia.
Saiba maisRetira a malformação arteriovenosa por cirurgia aberta, em casos selecionados.
Saiba maisFecha a ligação anormal entre artéria e veia na membrana que reveste o cérebro.
Saiba maisAbre a carótida estreitada com um balão e mantém a abertura com uma malha metálica, em casos selecionados.
Saiba maisUso de stent em artérias dentro do crânio, em casos selecionados de estreitamento ou como apoio no tratamento de aneurismas.
Saiba maisAntes de propor qualquer procedimento, levo em conta:
Um aneurisma pequeno e sem sinais de crescimento, por exemplo, pode ter risco de rompimento menor do que o risco de tratá-lo.
Depende do tamanho, do formato e do lugar da lesão, e do método escolhido.
Idade, outras doenças, remédios em uso, expectativas e preferências.
Para várias dessas doenças, existem estudos que compararam tratar com não tratar, ou um método com outro. Eles orientam a conversa.
Quando a decisão não é simples, discuto o caso com outros especialistas, como neurologistas e cirurgiões vasculares.
Todo procedimento no cérebro ou nas artérias que vão até ele tem riscos. Os principais são AVC, sangramento, problemas no local onde o cateter entrou e reações ao contraste ou à anestesia. Cada página de procedimento traz os riscos específicos, e eles são explicados um a um na consulta, antes de qualquer decisão.Como marcar a consulta.

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