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Dr. Ricardo QuadrosNeurocirurgião · BH
AVC2 min de leitura

Como reduzir o risco de AVC

Parte dos casos de AVC pode ser evitada. Veja os fatores de risco que podem ser controlados, o que fazer no dia a dia e quais exames conversar com seu médico.

Dr. Ricardo Quadros
Publicado em · Atualizado em

Nem todo AVC pode ser evitado. Mas boa parte dos casos está ligada a fatores que podem ser controlados, e é aí que está a chance de reduzir o risco. Este texto reúne o que a pessoa pode fazer e o que vale conversar com o médico.

Atenção: prevenção não substitui o socorro. Se aparecerem sinais súbitos, como boca torta, fraqueza em um lado do corpo ou fala enrolada, ligue 192. Veja os sinais

Os fatores que podem ser controlados

  • Pressão alta. É o principal fator de risco. Ao longo dos anos, ela danifica as artérias e é a causa mais comum do AVC hemorrágico.
  • Fumo. Aumenta o risco de AVC e de formação de placas nas artérias. Também é o fator que mais pesa, e que pode ser mudado, para o aneurisma cerebral.
  • Diabetes.
  • Colesterol alto.
  • Arritmias do coração, principalmente a fibrilação atrial, que pode formar coágulos.
  • Obesidade e sedentarismo.
  • Excesso de álcool.

Outros fatores não podem ser mudados, como a idade, casos na família e já ter tido um AVC ou um mini-AVC. Saber que eles existem ajuda a dar mais atenção aos fatores que dá para controlar.

O que fazer na prática

  • Meça a pressão e trate, se estiver alta. Muita gente só descobre depois de anos.
  • Pare de fumar. Se precisar de ajuda, converse com seu médico.
  • Trate o diabetes e o colesterol com acompanhamento regular.
  • Investigue palpitações e trate arritmias.
  • Mexa-se com regularidade e mantenha um peso adequado.
  • Reduza o álcool.
  • Tome os remédios como foram prescritos, sem interromper por conta própria.

E os exames das artérias?

É comum a dúvida: “devo fazer um exame para ver minhas artérias do pescoço ou do cérebro?”. Esses exames não são indicados para todo mundo. Eles costumam ser pedidos para quem:

  • teve sintomas, como um episódio passageiro de fraqueza, dormência ou perda de visão;
  • já teve um AVC;
  • tem vários fatores de risco ao mesmo tempo;
  • ouviu do médico um sopro no pescoço.

O ultrassom com doppler das carótidas, por exemplo, não tem radiação nem contraste e mede o grau de estreitamento. Veja mais em Carótida estreitada: stent, cirurgia ou remédio?. Converse com seu médico sobre quais exames fazem sentido para você.

Quando o exame acha algo

Às vezes, um exame pedido por outro motivo encontra uma alteração: uma carótida estreitada, uma artéria estreitada dentro do crânio, um aneurisma. Achar uma alteração não quer dizer que ela precise de procedimento. Em muitos casos, o tratamento é o controle dos fatores de risco e o acompanhamento com exames. A consulta serve justamente para entender o risco daquela alteração e decidir se vale a pena tratar ou só acompanhar.

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Escrito por
Dr. Ricardo Quadros

Neurocirurgião em Belo Horizonte. CRM-MG 33.699 · RQE 10.580.

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