
Como reduzir o risco de AVC
Parte dos casos de AVC pode ser evitada. Veja os fatores de risco que podem ser controlados, o que fazer no dia a dia e quais exames conversar com seu médico.
Nem todo AVC pode ser evitado. Mas boa parte dos casos está ligada a fatores que podem ser controlados, e é aí que está a chance de reduzir o risco. Este texto reúne o que a pessoa pode fazer e o que vale conversar com o médico.
Atenção: prevenção não substitui o socorro. Se aparecerem sinais súbitos, como boca torta, fraqueza em um lado do corpo ou fala enrolada, ligue 192. Veja os sinais
Os fatores que podem ser controlados
- Pressão alta. É o principal fator de risco. Ao longo dos anos, ela danifica as artérias e é a causa mais comum do AVC hemorrágico.
- Fumo. Aumenta o risco de AVC e de formação de placas nas artérias. Também é o fator que mais pesa, e que pode ser mudado, para o aneurisma cerebral.
- Diabetes.
- Colesterol alto.
- Arritmias do coração, principalmente a fibrilação atrial, que pode formar coágulos.
- Obesidade e sedentarismo.
- Excesso de álcool.
Outros fatores não podem ser mudados, como a idade, casos na família e já ter tido um AVC ou um mini-AVC. Saber que eles existem ajuda a dar mais atenção aos fatores que dá para controlar.
O que fazer na prática
- Meça a pressão e trate, se estiver alta. Muita gente só descobre depois de anos.
- Pare de fumar. Se precisar de ajuda, converse com seu médico.
- Trate o diabetes e o colesterol com acompanhamento regular.
- Investigue palpitações e trate arritmias.
- Mexa-se com regularidade e mantenha um peso adequado.
- Reduza o álcool.
- Tome os remédios como foram prescritos, sem interromper por conta própria.
E os exames das artérias?
É comum a dúvida: “devo fazer um exame para ver minhas artérias do pescoço ou do cérebro?”. Esses exames não são indicados para todo mundo. Eles costumam ser pedidos para quem:
- teve sintomas, como um episódio passageiro de fraqueza, dormência ou perda de visão;
- já teve um AVC;
- tem vários fatores de risco ao mesmo tempo;
- ouviu do médico um sopro no pescoço.
O ultrassom com doppler das carótidas, por exemplo, não tem radiação nem contraste e mede o grau de estreitamento. Veja mais em Carótida estreitada: stent, cirurgia ou remédio?. Converse com seu médico sobre quais exames fazem sentido para você.
Quando o exame acha algo
Às vezes, um exame pedido por outro motivo encontra uma alteração: uma carótida estreitada, uma artéria estreitada dentro do crânio, um aneurisma. Achar uma alteração não quer dizer que ela precise de procedimento. Em muitos casos, o tratamento é o controle dos fatores de risco e o acompanhamento com exames. A consulta serve justamente para entender o risco daquela alteração e decidir se vale a pena tratar ou só acompanhar.
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Neurocirurgião em Belo Horizonte. CRM-MG 33.699 · RQE 10.580.

Atendimento em Belo Horizonte
Tem fatores de risco ou um exame alterado?
Se um exame mostrou estreitamento de artéria, aneurisma ou outra alteração, a consulta serve para entender o risco real e decidir entre acompanhar e tratar.
Marque sua ConsultaLigar (31) 3226-3688Artigos relacionados
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