
Mini-AVC (AIT): por que não ignorar
O mini-AVC (ataque isquêmico transitório) passa sozinho, mas pode ser o aviso de um AVC. Veja os sinais, as causas e por que procurar atendimento no mesmo dia.
Os sintomas estão acontecendo agora? Ligue 192 (SAMU). Se não conseguir falar com o SAMU, ligue 193 (Bombeiros). Não espere melhorar. Veja o que fazer
Um dia a mão fica dormente e a fala sai enrolada. Em dez minutos, tudo volta ao normal. Muita gente respira aliviada e volta à rotina. Esse tipo de episódio tem nome: ataque isquêmico transitório, o AIT, às vezes chamado de “mini-AVC”. E ele não deve ser ignorado.
O que é o AIT
No AIT, uma artéria do cérebro fica bloqueada por pouco tempo e depois o sangue volta a passar. Os sintomas são os mesmos do AVC, mas aparecem e somem em minutos ou poucas horas.
Os sinais mais comuns são:
- fraqueza ou dormência em um lado do corpo ou do rosto;
- dificuldade para falar ou para entender o que dizem;
- perda de visão de um olho, como se uma cortina descesse;
- visão dupla;
- tontura forte com desequilíbrio.
Por que é um aviso
Os sintomas do AIT passam, mas ele pode ser o aviso de um AVC nos dias seguintes. O motivo que causou o bloqueio passageiro continua lá. Por isso, a orientação é procurar atendimento no mesmo dia, mesmo que os sintomas já tenham passado. Não vale marcar uma consulta para a semana seguinte.
Quem já teve um AVC ou um AIT por estreitamento de artéria tem risco aumentado de ter outro, principalmente nas primeiras semanas e meses. Por isso a investigação e o tratamento começam logo.
O que a investigação procura
O objetivo é achar a causa. Entre as mais comuns:
- O coração. Arritmias, como a fibrilação atrial, podem formar coágulos que viajam até o cérebro. Eletrocardiograma, holter e ecocardiograma ajudam a ver.
- A carótida. O estreitamento por placas de gordura pode soltar pedaços que entopem artérias do cérebro. O ultrassom com doppler costuma ser o primeiro exame.
- Uma artéria dentro do crânio. Aqui, a angiotomografia, a angiorressonância e a ressonância do cérebro mostram o estreitamento.
Em casos selecionados, é necessária uma arteriografia cerebral, exame que mostra as artérias com mais detalhe.
O que muda depois de descobrir a causa
Para a maioria das pessoas, o tratamento é feito com remédios e com o controle dos fatores de risco: antiagregantes ou anticoagulantes, remédios para pressão e colesterol, controle do diabetes, parar de fumar e atividade física. Uma parte menor tem uma causa que pode pedir um procedimento, como uma carótida muito estreitada. Aí, a conversa é sobre benefícios e riscos de cada caminho, e não sobre uma regra única.
Quando procurar um neurocirurgião
O acompanhamento do AIT costuma ser coordenado pelo neurologista. A avaliação com o neurocirurgião vascular entra quando os exames mostram uma alteração nas artérias que pode precisar de procedimento. Se isso aconteceu com você, leve para a consulta as imagens dos exames (e não só o laudo), o resumo do atendimento, a lista de remédios e os exames do coração.
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Neurocirurgião em Belo Horizonte. CRM-MG 33.699 · RQE 10.580.

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