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Dr. Ricardo QuadrosNeurocirurgião · BH

Neurocirurgia vascular e endovascular

Stent e angioplastia de carótida

Dr. Ricardo Quadros · Neurocirurgião · CRM-MG 33.699

A angioplastia com stent de carótida é um procedimento feito por dentro da artéria para tratar a estenose de carótida, o estreitamento da artéria do pescoço que leva sangue ao cérebro. Um balão abre o trecho estreitado, e uma malha metálica, o stent, fica no lugar para manter a artéria aberta e prender a placa contra a parede. O objetivo é reduzir o risco de AVC.

Quando pode ser indicado

O stent é uma das formas de tratar a estenose de carótida, junto com a cirurgia aberta (endarterectomia). Pode ser considerado quando:

  • a estenose é importante e já causou sintomas, como AVC, ataque isquêmico transitório ou perda passageira da visão de um olho, do mesmo lado;
  • a estenose é muito importante e não causou sintomas, em pessoas selecionadas, depois de conversar sobre o benefício esperado, que é menor nesse grupo.

O stent costuma ser preferido à cirurgia aberta quando:

  • o pescoço já foi operado ou recebeu radioterapia;
  • a estenose está em um ponto alto do pescoço, difícil de alcançar pela cirurgia;
  • a pessoa tem doença do coração ou dos pulmões que aumenta o risco da cirurgia e da anestesia geral.

Em pessoas mais velhas, ou com artérias muito tortuosas ou calcificadas até o pescoço, a cirurgia aberta pode ser mais adequada. Em todos os casos, o tratamento com remédios continua.

Avaliação antes do procedimento

  • Ultrassom com doppler e angiotomografia ou angiorressonância, para medir o estreitamento e ver o caminho que o cateter vai percorrer. Em alguns casos, é preciso uma arteriografia cerebral.
  • Avaliação do coração.
  • Exames de sangue, incluindo função dos rins.
  • Início dos dois antiagregantes (por exemplo, AAS e clopidogrel) alguns dias antes. Eles são essenciais para evitar coágulos no stent.
  • Conversa sobre objetivos, riscos e alternativas, com o termo de consentimento.

Como acontece

O procedimento costuma ser feito com anestesia local e sedação leve, e a pessoa fica acordada, o que permite conferir a força e a fala durante o procedimento. O cateter entra por uma artéria da virilha ou do punho e sobe até a carótida. Em geral, um filtro ou outro sistema de proteção é colocado para segurar pedaços de placa que se soltem. O balão abre a artéria, o stent é liberado e o filtro é retirado. O procedimento costuma durar cerca de uma hora.

Riscos e possíveis complicações

  • AVC, por pedaços de placa ou coágulos que vão para o cérebro, durante ou nos dias seguintes;
  • infarto do coração;
  • queda da pressão e dos batimentos do coração, porque a carótida tem sensores de pressão. Em geral é passageira;
  • síndrome de hiperperfusão, quando o cérebro recebe mais sangue de repente, com dor de cabeça e, raramente, convulsão ou sangramento. Por isso, a pressão é controlada com rigor nos primeiros dias;
  • trombose do stent, rara, principalmente se os antiagregantes forem interrompidos;
  • problemas no local da punção, reação ao contraste e piora da função dos rins;
  • nova estenose dentro do stent, com o passar do tempo.

Os estudos que compararam stent e cirurgia mostraram um pouco mais de AVC logo após o stent e um pouco mais de infarto após a cirurgia. Esses números são discutidos na consulta.

Recuperação e acompanhamento

A internação costuma ser de um dia, com uma noite em observação. A volta às atividades leves acontece em poucos dias.

Depois, o acompanhamento inclui:

  • os dois antiagregantes por pelo menos um mês, e depois um deles por tempo indeterminado, sem interromper por conta própria. Antes de qualquer cirurgia ou extração de dente, avise o médico;
  • estatina e controle da pressão, do diabetes e do fumo;
  • ultrassom com doppler de controle, em geral no primeiro mês ou nos primeiros meses e depois uma vez por ano.

Alternativas

  • Endarterectomia, cirurgia aberta no pescoço para retirar a placa.
  • Tratamento só com remédios, que é a base para todos e pode ser a única opção em várias situações, principalmente quando a estenose não causou sintomas.

Perguntas frequentes

Fico acordado durante o procedimento?
Em geral, sim, com anestesia local e sedação. Isso permite conferir se a força e a fala estão normais durante o procedimento.

Quanto tempo o stent dura?
O stent fica em definitivo. Em uma parte pequena das pessoas, a artéria volta a estreitar dentro dele, o que é acompanhado pelo ultrassom.

Stent ou cirurgia: qual é melhor?
Depende da pessoa. Idade, anatomia do pescoço, cirurgias anteriores e outras doenças ajudam a escolher. Os dois têm riscos e benefícios parecidos em muitos casos.

Depois do stent posso parar os remédios?
Não. Os antiagregantes e o tratamento dos fatores de risco continuam. Parar os antiagregantes pode causar trombose do stent.

Para marcar, veja como é a consulta, o endereço e os convênios.

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